segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como encontrar o número do chassis do seu carro

    É algo que não prestamos muita atenção no dia a dia, mas de extrema importância. Basicamente, o número do chassis carrega todas as informações relevantes sobre a fabricação do veículo, e serve como um 'R.G.', guardando as devidas proporções.


   No próximo post, iremos esclarecer mais sobre o significado de cada parte do número de chassis.


   Na prática, o número de chassis é utilizado como identificação do carro, ao invés da placa. O número de chassis é gravado em peças de metal, e obrigatoriamente, uma das marcações é feita no bloco do motor. O número gravado deve ser igual a todos os outros gravados no veículo.


   Esse número ajuda a coibir o roubo de veículos. Por exemplo: Caso um carro seja roubado, o bloco de motor dele teoricamente não poderia ser usado em qualquer outro carro, por causa do número de chassis. É claro que existem casos em que o número é raspado, e um novo é gravado por cima. Mas caso o motor passe por perícia, a adulteração será flagrada.


   No caso de pedirem seu número de chassis, separamos dois locais onde o número é gravado.


   Bloco do motor: O famoso 'número do bloco'. Tiramos uma foto para ilustrar o local onde ele é gravado. Claro, não é o jeito mais fácil de encontrar o número do chassis, mas vale a pena conhecer.


Motor de HR/K2500 

   Como podemos ver na figura abaixo, existe um espaço somente para a marcação do bloco. Próximo ao cabeçote, existe uma proeminência do próprio bloco, em que o número é gravado. (Nota: No caso da foto, não conseguimos ver o número pois o mesmo está muito sujo, além da luminosidade do flash.   Normalmente, tira-se o decalque quando o número estiver apagado desse jeito.)

Localização do número no bloco do motor.

Carroceria: Já essa numeração, geralmente se encontra em uma espécie de 'caixinha'. Na cabine, do lado do passageiro, na lateral metálica próxima ao banco, existe uma tampinha preta, de encaixar. Ao soltar essa tampinha, encontramos o número gravado na carroceria.



Número do chassis gravado na carroceria, no lado do passageiro, ao lado do batente da porta.


Esperamos que essas dicas ajudem, e em breve, teremos um post sobre o significado de cada uma das partes do número do chassis.




Créditos: Matheus Guimarães Balle.

Cuidados com o sistema de suspensão

   O sistema de suspensão evoluiu muito. Surgiu com os primeiros feixes de mola, com amortecedores de cinta, e chegou aos dias atuais com soluções como o sistema de controle hidráulico.
   Os conjuntos modernos integram programas eletrônicos, com sensores que monitoram desde a altura do carro em relação ao solo, até a sua estabilidade.


   Se tiver problemas, a suspensão não absorverá de forma eficaz as irregularidades do solo. Isso fará com que os solavancos sejam transmitidos aos ocupantes do veículo.


   Segundo Paulo Lozano, diretor Técnico da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), para que tudo funcione bem, o veículo precisa estar corretamente alinhado e balanceado. "Recomendo que alem do balanceamento e alinhamento, em média a cada 10 mil km, o condutor faça o rodízio dos pneus.      Dessa forma, quando o carro estiver suspenso para a troca, é possível verificar outros componentes.


Lozano recomenda que o caso do motorista perceber anormalidades, deve levar imediatamente o veículo para a revisão. "Batidas fortes em obstáculos também requerem cuidados. Com a pancada, alguma peça pode te sido deformada.", ele explica.


   Segundo o engenheiro, a troca de amortecedores, bandejas, quadros de suspensão, pivôs e molas, não pode ser feita de forma aleatória. "As substituições das peças precisam seguir o que recomenda o manual do veículo. Mas, dependendo de como o carro é utilizado, esse prazo pode ser alterado.


   Os amortecedores devem ser substituidos quando estiverem amassados, com quebra nas fixações ou com vazamento de óleo. Também é recomendável a troca se o veículo apresentar falta de aderência ao asfalto. 


Os principais componentes:


Amortecedor: Em caso de pane, haverá dificuldade no controle do veículo em curvas e frenagens, 'pulos' das rodas e desgaste prematuro ou irregular dos pneus e componentes da suspensão.




Amortecedor Traseiro HR.

Bandeja: Peça de ligação entre a roda e o chassis do carro. Sua construção é formada por uma estrutura estampada, forjada ou fundida, buchas e pivô.


Quadro de suspensão: Serve para dar sustentação aos componentes da suspensão, além das rodas do carro.


Pivô: É um componente que quando apresenta folga, pode até permitir que a roda caia.


Mola: Principal elemento elástico da suspensão. Trabalha em tempo integral, pois permanece acionada pelo peso da carroceria e carga.






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cuidados com a embreagem

Não são todos que prestam atenção nela, mas não podemos negar: É uma das partes mais importantes de automóveis em geral. Portanto, demanda uma atenção e cuidados especiais, que aumentam a vida útil da mesma. Existem cuidados valiosos que ao serem adotados, tanto na instalação, quanto no dia-a-dia, evitam problemas simples de serem evitados.




Kit de embreagem VALEO, composta por Disco, Platô e Rolamento de Embreagem. (Foto: Rodrigo Vismara)


Quem trabalha com cargas em geral, sabe o quanto que a embreagem é exigida. É muito difícil conseguir estabelecer um 'tempo de vida útil' ou quantos km rodados uma embreagem dura. Afinal, cada carro carrega uma quantidade de carga diferente, e quanto mais peso carrega, mais exige-se da embreagem.


A seguir, apontamos algumas precauções na hora da instalação do kit de embreagem novo:


1- SEMPRE retificar o volante do motor. O disco de embreagem novo tem a sua superfície totalmente plana. O volante do motor passa por diversas mudanças de temperaturas, as mais variadas pressões, e acaba tendo pequenas deformações, sendo que algumas são invisíveis a olho nu. Ou seja, quando o disco NOVO entrar em contato com o o volante sem retífica, ele irá trepidar, e o desgaste da embreagem será muito maior;


2- Usar sempre uma ferramenta adequada para guiar o disco na instalação;


3- É importante soltar a regulagem no cilindro mestre de embreagem (o que vai no pedal), e quando for regular, deixar ele com algum tipo de folga;


4- Quando for necessário, verificar se houve desgaste no pedal;


5- Sempre verificar se há vazamentos nos cilindros e flexíveis de embreagem.


Essas são alguma precauções que o instalador deve tomar. Muitas fabricantes acabam anulando a garantia da embreagem, por causa da má instalação do kit.
Após a instalação bem sucedida, vem os cuidados com a embreagem enquanto dirigimos. 


E são os seguintes:


1- Cuidado com o pé no pedal da embreagem. É um movimento tão natural, que as vezes o próprio motorista acaba 'descansando o pé' no pedal de embreagem. Isso faz com que haja um aumento de temperatura desnecessário no sistema, e gera um desgaste prematuro. Acredite: A necessidade de troca do kit, em sua grande maioria, deve-se a esse hábito;


2- Use o freio de serviço. É um pequeno vício, mas que causa grande desgaste na embreagem. Em subidas, no semáforo e afins, muitos trocam o uso dos freios de serviço (pedal), pela embreagem. Prefira sempre usar o freio do pedal;


3- Respeite sempre os limites do carro. Dar arrancadas com o carro carregado não é algo prudente, muito menos recomendado quando se trata da saúde da embreagem. Lembre-se: como qualquer peça do carro, quanto mais exigida, maior o desgaste;


4- Faça uma verificação regular dos cabos. Tente observar se o acionamento da embreagem está macio, progressivo e sem ruídos, ou seja, 'limpa'. Caso apresente alguma alteração nesses quesitos, o ideal é trocar o cabo antes que quebre.


5- Preste atenção nas reduções de marcha. Evite sempre ultrapassar o regime máximo de rotações do motor (indicado pelo conta-giros). Por exemplo, engatar a segunda marcha, com a velocidade de 120 km/h, pode quebrar o disco através da força centrífuga, imobilizando o veículo desta forma.


Particularmente, nós recomendamos duas marcas de kits de embreagem: Seco e Valeo.
As duas possuem qualidade semelhante, sendo que as duas são montadas na própria fabrica, em HRs e Bongos. A escolha depende do gosto do motorista, que se sente mais confortável entre uma e outra.


Seguindo essas recomendações, a sua embreagem com certeza irá durar mais!


Créditos: Matheus Guimarães Balle.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

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Cuidados com o turbo no motor Diesel

   A função do turbo é aumentar a capacidade volumétrica do motor, ou seja, pressurizar o ar no coletor de admissão para que seja possível injetar mais combustível, tornando o motor mais potente, com um menor consumo específico.
   A potência absorvida pelo turbo, comparada com o ganho de potência do motor é muito vantajosa e, por isso, obtêm-se motores com combustão mais eficiente e com níveis menores de emissão de poluentes.

Turbina HR/K2500 (Foto: Rodrigo Vismara)


   Sabemos, entretanto, que os turbos trabalham com rotações altíssimas, (até 120.000 rpm), e sob alta temperatura (até 750°C).
   Na relação abaixo, colocamos algumas orientações para você que é condutor de veículos turbinados, ou mecânico que realiza manutenção em tais carros, abordando cuidados essenciais para obtermos maior rendimento, bem como aumentar a durabilidade do turbo.
   
1- Na partida: Deixar o motor em marcha lenta de 3 a 5 minutos antes de iniciar a operação, com a finalidade de permitir pressão e temperatura adequados para o óleo lubrificante;


2- Durante o uso: Não permitir que o motor trabalhe em marcha lenta por mais de 10 minutos, para evitar que haja vazamento de óleo pelo coletor de escape, contaminação do óleo de cárter, e consequente espelhamento das camisas do bloco;


3- Na parada do carro: Manter o motor em marcha lenta de 3 a 5 minutos, no intuito de baixar a temperatura do óleo lubrificante. Isso evitará a formação de carvão, laca e verniz no eixo do turbo, que provoca desgaste acelerado de seus componentes;


4- Na manutenção preventiva: Trocar o óleo do motor e filtros de óleo dentro do prazo, e utilizar óleo com a mesma viscosidade recomendada pelo fabricante do automóvel, e do mesmo tipo (Mineral, semi-sintético ou sintético); 


5- No dia-a-dia: Observar a restrição do filtro de ar. Caso o filtro de ar esteja muito sujo, o óleo lubrificante acaba depositando no coletor de admissão, nas válvulas, ou até nos anéis de pistão.


6- Nunca dar partida no motor, sem o filtro de ar;


7- Caso o turbo seja removido do carro, ao instalá-lo novamente, ou instalar um novo, deve-se encher a sua galeria de lubrificante limpo, antes de ser conectada à mangueira de lubrificação;


8- Nas revisões periódicas, medir as folgas radiais e axiais;


9- Examinar a tubulação do retorno, principalmente se há vazamentos ou estrangulamentos de mangueira. Recomendamos, também, que o motorista/dono do carro fique sempre atento a ruídos, vazamentos anormais ou consumo de combustível excessivo. Um problema detectado no início, é mais fácil de resolver;


10- Na instalação: Lavar o radiador do intercooler;


11- Retificar o coletor de escapamento;


12- Retificar o coletor que prende na base quente da turbina.

   Lembre-se sempre da importância da revisão da turbina do seu HR ou K2500!


terça-feira, 8 de maio de 2012

Cuidados com as pastilhas de freio

   As pastilhas são uma parte muito importante dos freios. 
   Basicamente, o freio a disco (o que utiliza as pastilhas), funciona como o freio de bicicleta: As duas pastilhas se aproximam e entram em atrito com o disco de freio, reduzindo a velocidade do veículo. As mesmas devem ser verificadas regularmente, para que a integridade do sistema seja mantida. 

Pastilha da HR (Foto: Rodrigo Vismara)

   Em geral, cada pastilha de freio dura cerca de 20 mil km, em condições normais de uso, podendo variar para o peso que o veículo carrega diariamente, e se é um carro de circulação urbana. É bom verificar seu estado a cada 5 mil km, inclusive para verificar se não existem outros defeitos no sistema de frenagem.
   No entanto, normalmente, toda pastilha 'avisa' quando é hora de trocá-la.Isso ocorre porque as pastilhas vem com um indicador de desgaste, uma pecinha que, quando a pastilha estiver muito baixa, vai esbarrar no disco de freio e produzir o famoso chiado. 


Pastilha Bongo K2500 (Foto: Rodrigo Vismara)

   É bom lembrar que a troca das pastilhas é um procedimento relativamente fácil de se fazer, mas é necessária muita atenção. E de preferência, pedir para que o serviço seja feito por um mecânico de confiança.


   Após trocar sua pastilha de freio, só tome cuidado de evitar freadas bruscas nos primeiros 300 km, pois a mesma ainda estará assentando. Isso evita problemas logo após a instalação.

Créditos: Matheus Guimarães Balle

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Troca de Correia Dentada HR/Bongo K2500

   Bem, hoje vamos falar um pouco sobre as correias dentadas desses dois carros: suas funções, características, manutenção e afins.


   A função da correia dentada é manter o sincronismo do motor, entre o comando de válvulas e o virabrequim, permitindo que o motor trabalhe de forma perfeita, garantindo uma ótima queima de combustível, torque e potência. 

   Normalmente, troca-se a correia de forma preventiva, a cada 60.000 km rodados. Dessa forma, evita-se a quebra das mesmas, e eventuais danos ao motor.


   É importante lembrar que ao trocar as correias, o ideal é trocar também os tensores (esticadores, polias, ou qualquer um dos vários nomes dados à essa peça). Ou seja, o certo é trocar o kit completo.


   A função do tensor, como o próprio nome diz, é evitar qualquer tipo de folga na correia, fazendo com que ela trabalhe sempre esticada.


   Infelizmente, não existem 'sintomas' que precedem a quebra da correia dentada. São defeitos 'silenciosos', e por isso mesmo devem ser prevenidos.


   Em caso de quebra, normalmente ocorre o empenamento das válvulas, o que compromete o motor e demanda o serviço de retífica de cabeçote.


   Porém, existem alguns sinais visíveis que podem ser percebidos pelo proprietário/motorista que trabalha com esse tipo de veículo.



Correia dentada usada.



Correia dentada nova.

   O  principal, e mais fácil de ser visualizado, é o 'trilho' que se forma na correia durante o uso. Essa marca é feita pelo tensor, pelo uso contínuo. Ao perceber a formação desse trilho,  já sabemos que está na hora de trocar o kit de correias dentadas.

   Ao instalar a correia, segue-se a seguinte ordem: a correia é encaixada na engrenagem do virabrequim, depois na polia da bomba injetora, na polia do comando de válvulas, e finalmente, no tensor de correia.

   No caso da HR e do K2500, que são carros turbinados, existe um modelo de correia (a maior), da marca Dayco, que é reforçada, própria para carros mais fortes. 

   Lembre-se: Verifique sempre as correias dentadas, faça a troca preventiva do kit, tenha o hábito de verificar a água e o óleo, que a chance do carro ter problemas, principalmente no motor, é muito menor.

   Caso queira trocar o seu kit em um local especializado e responsável, ligue para a Oficina Da Vinci, no telefone (11) 5011-5867.


*Agradecimentos especiais ao mecânico Alexandre, da Oficina Da Vinci, pela oportunidade de acompanhar o processo de instalação das correias, e às informações técnicas.


**Créditos: Matheus Guimarães Balle.